Hoje o comunicador que não vive pelo menos os dois lado da moeda – o mundo offline e o online, tão em questão -, está praticamente alienado do mercado em que atua. Há uma demanda muito grande pelo digital, principalmente com a evolução das mídias e a tecnologia. E, especificamente, por conta do advento das redes sociais e do jornalismo cidadão, que arrepia os mais puristas. Batido isso…. nem tanto. O que tem agência offline, principalmente assessorias, criando núcleos digitais às pressas e aprendendo ‘na marra’ a usar ferramentas 2.0 não está no gibi. Mas – desculpe-me o nariz de cêra (a firula para entrar no assunto) -, outro dia ouvi in loco de um gestor do núcleo digital do maior jornal carioca (ohhh!!) a previsão absurda sobre o tempo de vida do impresso: mais três ou cinco anos.
Desde o boom da internet que ouço isso pelos quatro cantos, dos mais entendidos ao porteiro do meu prédio: o jornal vai acabar. E ele (o jornal) segue firme e forte como mídia – em receita, hoje, a maioria mal paga as contas. Parece até relato de resistência, um certo ar saudosista, típico dos jornalistas de redação que ainda não aposentaram a máquina de escrever.
Claro que não! Esse mesmo terrível medo que aterrorizou os amantes e profissionais de rádio e cinema, com a chegada da TV, hoje ainda causa calafrios no mundo offline. As mídias não são substituídas. Elas se aperfeiçoam, se fundem (podcast, rádios na web, youtube, portais…), são obrigadas a reinventar seu modelo de negócio (talvez o maior desafio para os jornais será a interação versus tempo), mas não morrem. O jornal, a TV, o rádio e até a revista jamais perderão espaço e relevância. Pasmem! Salve, Gutemberg!
Jornalistas usavam o linotipo para criar e editar as páginas de jornais