Campanhas presidenciais começam em julho
As redes sociais vieram para ficar, sem dúvida, e tornaram-se ferramentas muito poderosas de marketing e comunicação, usando a internet para ações das mais diversas naturezas, hoje coqueluche em oito entre dez grandes empresas do país. Estamos em ano de eleição presidencial e, como era de se esperar, há um grande movimento dos candidatos no sentido de ganhar votos através da poderosa, mutante e pouco conhecida rede. Será um ano também para os profissionais de comunicação conhecerem melhor a nova mídia, e suas mecânicas, entre outras coisas. E preparam-se para os aloprados: a web 2.0 vai despi-los, porque verdade e naturalidade são sempre as melhores ferramentas deste canal.
O case de Barack Obama nas eleições dos EUA ainda serve de referência no Brasil. Dilma Rousseff, por exemplo, escalou um grupo de Obama, mixado com ‘especialistas’ brasileiros, e José Serra também mantém uma equipe bem qualificada. Mas o case americano, na minha opinião, pouco serve de referência para um país latino onde a cultura (geral e na internet) é bem diferente, além da questão de inclusão digital. Isso sem deixar de citar que nos EUA Obama teve dois anos para a campanha (no Brasil, pela lei, são quatro meses) e criou um relacionamento positivo e sólido na web, conquistando confiança.
No Brasil, o melhor case que conheço é o de Cesar Maia, que sempre teve intimidade com o assunto e na arte de lidar com seu público, desde os assinantes do blog ao usuários ‘alfa’ das redes sociais e blogs. Mesmo fora de combate, mantém uma equipe qualificada para atualizar e responder seus leitores. Isso reforçou sua presença no mundo digital, integrado, e mostrou transparência. Está sempre do outro lado do balcão, o que o marketing tradicional tenta fazer há décadas!
Entrar nas redes (leia-se Facebook, Orkut e Twitter, principalmente este) deve ser encarado como forma de promover um debate mais refinado, dirigido e diferenciado das outras mídias. Um canal extraordinário e que pode gerar resultados incríveis (ficou impactante essa frase!! rs). Hoje, com os programas de métricas, é possível até identificar as palavras mais relacionadas ao candidato em redes sociais, e as que ele mais usa em seus discursos também, só para citar algumas vantagens.
Mas atuar nas redes também pode se transformar em um tiro no pé. É imprescindível reconhecer os fatores de relevância, e saber como ele (candidato) é percebido pelo seu público. Imagine: ingressar em comunidade funk chamando os usuários de ‘brother’ não será a saída. O feitiço virará contra o feiticeiro.
Definitivamente, este ano será o das redes sociais. E que venham as experiências!